terça-feira, 19 de outubro de 2010
O que já sabia...
Ficou esperando o telefone, o celular
a campainha ou outro tipo de sinal...
Esperou não esperar, esperou não desejar
Esperou...esperou...mais uma hora cansou.
No fundo já sabia que era só uma fase
pra deixa no fundo a ilusão do talvez.
Sabe aquela sensação que se tem
de que a vida tá querendo testar
pra ver até onde a paciência pode
alcançar?
Passou um dia, dois, uma semana
E só então ela provou pra si o que já
havia notado,realmente esta tudo
acontecendo no tempo errado,
e não há nada a ser feito quando
tudo que se faz não é levado em
conta e quando tudo que se diz
se perde no espaço existente entre
o que quer e o que no fundo só diz, que
quer tentar ser feliz.
Mayara Lazarini
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Defeitos ou Qualidades
Parei pra pensar em uma coisa que realmente é muito interessante, pelo menos pra mim, que sempre acreditou que defeitos, são alguns pontos vulneráveis da nossa personalidade que devem ser trabalhados para buscar uma melhora pessoal que será, depois, ampliada para as nossas relações.
Na realidade a muito tempo conheço e entro em contato com a obra de Clarice Lispector, gosto e admiro muitas de suas frases pelo seu encanto e sua sensibilidade com o mundo, porém, uma frase em particular me fazia sentir coisas que não entendia, eu compreendia o que ela queria dizer mas não me permitia entrar em contato com a realidade que ela pretendia passar, ou seja, eu não notava o quanto daquilo realmente era verdade pra mim e se fazia presente na minha vida e na das pessoas com as quais convivo.
"Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro." (C.L)
Hoje essa frase me veio, assim, quando menos eu esperava que surgisse alguma coisa, e eu comecei a me questionar até que ponto realmente essa frase não se aplica na vida de forma concreta. Quantas vezes nós não nos deparamos com situações na nossa vida em que não sabemos o que fazer, mas sabemos que agiremos de certa forma, de certa maneira seguindo o que popularmente chamamos de "meu jeito" , mas talvez essa forma de encarar as coisas, esse "jeitão", seja ele "orgulhoso", "teimoso", "tímido", seja nosso ponto chave pra consegui enfrentar o mundo que nos cerca. Talvez uma espécie de máscara que nos protege do mundo e nos permite um porto-seguro diante das situações.
Assistimos o mundo pela nossa lente e estamos vulneráveis ao que ela percebe e ao que ela simboliza e se agimos pelos nossos defeitos, será que não são esses próprios defeitos que fazem com que a gente continue de pé e firme?
O que quero dizer com isso, não é que os defeitos devem sempre ser mantidos, mas se eles sustentam nossa forma de agir e nós simplismente tentarmos dissolvê-los poderiamos fazer com que algo desmoronasse e perdesse o que dá sentido, o que equilibra.
A minha ideia, vai muito além disso, acho extremamente importante poder entrar em contato com os próprios defeitos e descobrir o que faz com que se aja dessa ou daquela forma em determinada situação, e é esse o ponto exato da questão, o necessário não é abolir determinado defeito sem saber o porque ele existia, ou o porque ele permanecia ali, mas sim compreender um defeito seu para tentar ver até que ponto ele tem realmente sido um defeito, ou até que ponto ele tem sido negativo ou positivo nas suas relações e situações. Por exemplo, se eu me acho uma pessoa orgulhosa, e acho isso um defeito, preciso compreender em quais momentos esse orgulho se expresssa e o quanto ele me mantém de pé e me auxilia em algumas situações, o quanto ele as vezes, é necessário, ou seja é tudo uma questão de sentido para os "defeitos", uma espécie de contexto em que eles estão inseridos.
Sempre acreditei nesse auto conhecimento para a compreensão de si mesmo, por isso dedico-me a tentar e buscar compreender os seres humanos por meio da psicologia, mas não havia ainda me dado conta desse ponto de vista dos defeitos, que acredito ser um processo possível em terapia, ou seja um processo tanto de ajuda externa (onde perbecemos quais os defeitos) como interna (quando pensamos e absorvemos o significado deles), não descarto é claro a chance que temos de conseguir pensar a própria condição fora de terapia e do auxilio do analista, mas concordo que o processo é mais complicado e mais difícil dessa forma.
Enfim, passei a pensar um pouco diferente sobre essa questão e passei a dar o devido valor a algumas características de personalidade, pois sobre elas estão ancoradas muitas vezes toda uma vida e toda uma significação de mundo que ultrapassa o que podemos observar simplismente julgando ou criticando determinada forma de agir.
Talvez se passassemos a ver e compreender o “porque” de nossos defeitos e o “porque” dos defeitos dos outos nossa relação com as pessoas se tornasse mais fácil, porém isso é assunto pra outro post, em um outro momento, por enquanto me limito a expor o que já foi dito, sem muitas esperanças de ser lida ou compreendida, me bastando a possibilidade de poder dizer.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
“É preciso dar cor e forma às coisas porque desnudas elas apavoram.” (CAIO FERNANDO ABREU)
A dúvida não conforta. Eu quero viver tendo certezas, entendendo o mundo a minha volta, sabendo de tudo que possa saber. Não saber não me agrada, gosto de ter um roteiro pra que eu possa mudar depois colocar meu ponto, o meu "q", o meu "g", o meu ponto qualquer!!
Mas o que acontece é que não tenho certezas. Não tenho na vida (não temos) como saber tudo, como saber o que acontece depois da ponte quebrada, depois de cada ato, cada fato, cada sorriso e cada atitude.
O outro é sim, OUTRO e nunca poderemos entender por completo o que ele é, o que ele sente. Eu confesso, por vezes eu queria, e quero, ter um controle das coisas, mesmo sabendo que isso tornaria as coisas mais chatas e sem graça, ou simplesmente, as pessoas poderiam expressar e ser o que verdadeiramente são, para que eu não sinta mais essa vontade de descobrir, de querer conferir e provar o que não sei. A busca se torna cansativa, por tentar achar o que vem por trás das coisas e se torna vã, ao se perceber que na verdade, nem tudo que esta por trás das coisas, se saberá.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
"Depois do primeiro passo, vem o segundo e o terceiro, e quando se dá conta
e se olha pra trás a estrada já é tão longa que voltar atrás é quase como jogar a vida fora.
O problema é que os primeiros passos não são muitas vezes guiados por nós, eles se dão assim,
tão sozinhos, e a consequência é deixarmos eles serem o que quiserem.
Não me arrependo dos meus primeiros passos, em nenhum dos seus âmbitos, mas me arrependo as vezes de não ter guiado meu passos como gostaria, porque agora muitas vezes eu vejo a estrada e todas as suas pegadas e fico imaginando que tipo de animal passou por ali, e que outro tipo de trilha ele poderia ter seguido.
Mas não há borracha, nem onda que apague as pegadas e se você quer refazer os seus passos, acho que o ideal é tentar curtir o estado de viver novamente, tentar novamente, olhando pra trás, mas seguindo sempre em frente."
terça-feira, 27 de julho de 2010
Uma crônica sobre algo da vida real - O esconde-esconde da vida
Alguém em quem por a culpa, era isso que ela buscou algum tempo, pois demorou a perceber que em algumas situações era impossível achar um culpado, simplesmente não havia. Nem a Deus ela poderia culpar, pois apesar da pouca idade, já tinha uma certa dúvida sobre a presença de um Deus da forma como “pintam” na Bíblia, tão poderoso, onipotente, e definidor de tudo, ela preferia acreditar em uma força que guiava as coisas, auxiliava, um Deus diferente eu diria, mas sinceramente, agora, nem isso ela estava conseguindo acreditar.
Havia alguma coisa errada, ela sempre acreditou (até então) que algumas pessoas são para sempre como uma espécie de porto seguro e era assim que ele deveria ser para ela, ele: seu pai. Afinal, alguém que vive por nós deveria existir pra sempre não devia? Não que ele não mais existisse, mas sabe como é né? Ela já imaginara, por assim dizer o que viria.
Talvez ela soubesse que essa ausência, ou semi-presença lhe traria incontáveis traumas pessoais, talvez se lembrasse desse momento quando se jogasse de cabeça em seus relacionamentos e percebesse o quanto era sempre dependente, por mais que tentasse parecer dominadora (provavelmente tentando ocupar uma figura paterna que lhe foi recusada por culpa de? De quem mesmo era a culpa disso tudo?). Não tenho certeza mas acho que se ela soubesse o que se passaria nos próximos anos, não seria tão aparentemente resistência, pois transbordaria, choraria, mostraria que não aguentaria, e quem sabe, se alguém fosse o culpado disso estivesse onde estivesse a pessoa a visse chorando, triste e diria: - Ah coitadinha, vamos fazer as coisas voltar a ser o que eram... Mas não, ela não chorou tanto, guardou pra si, e as coisas não voltaram a ser como antes (E isso, sim, ela achou que era sua culpa, e pra ser sincera as vezes acha até hoje).
Mas ela não achou culpados pra tanta coisa, buscou por um tempo, depois como quem cansa de encontrar o amigo imaginário na brincadeira do esconde-esconde, parou.
Já adulta ela busca invés de culpados, respostas que provalmente não encontrara, mas sabe que se quiser (e puder), superar o que passou terá que ser o mais real possível, encarar os traumas e aceitá-los, mas isso não é fácil, não era fácil para uma menina e tenho certeza, continuará sendo difícil para uma mulher, que apesar de todas as experiências que viveu e de todas as dores que sentiu continuava a ser apenas aquela mesma pequena menina que desejaria que nesse “esconde-esconde” com a vida, dentre tumultos e turbulências, doenças e injustiças, peças que a vida prega, bem, no meio disso tudo, ela não queria ter sido justo ela, a encontrada.
Mayara L.
terça-feira, 20 de julho de 2010
Os espelhos
Se os espelhos refletissem a alma,
Se olhando no espelho se visse o que não se vê
Eu que não me olharia no espelho por medo de mim...
Fico imaginando quantas pessoas eu gostaria de ver...
Se no fundo o que falta é a verdade
Se no fundo o que falta é se ver mais além...
Se é nesse mundo que se tem que viver..
Será que não seria preciso viver com um espelho também?
Refletir, o que dentro se tem
mas, refletir, todos sabem, nem sempre convém...
Mayara!
segunda-feira, 12 de julho de 2010
"O problema é que quero muitas coisas simples, então pareço exigente" Fernanda Young
Eu quero que o mundo inteiro viva em paz, e a paz que eu digo querer, é a paz de dentro, não de fora. Não quero faixas, passeatas, pombas brancas voando, ou pombos correio levando mensagens de amor.
Eu quero que o mundo viva a paz de espírito, de olhar o outro como outro, de estar com o outro quando ele precisar, de ver os animais sendo bem tratados.
Não quero uma paz que suma com as drogas, com as bebidas, com todas as outras coisas ilícitas que existem no mundo, mas quero que toda a violência e toda banalidade seja substituída por atitudes decentes, pensamentos de seres humanos, que sentem, que dão valor a vida do outro; dessa forma, droga nenhuma vira tiro, ou arma de fogo e bebida nenhuma leva a morte de outra pessoa, é tudo questão de consciência de si e do outro.
Eu quero respeito aos desejos, que as pessoas possam amar, desejar e querer sem que isso seja um pecado, um defeito.
Eu quero que as religiões entendam o sexo como um prazer do qual não se deve ter vergonha mas sim orgulho, pelo que causa, pelo que pode causar de bom a quem faz, a quem demonstra querer bem a outro alguém.
Eu quero que a saudade que se tem das pessoas possa passar, que as pessoas possam se ver, sem impedimento, sem fronteiras, que sejam livres pra ir e vir.
Eu quero que todo mundo tenha dinheiro pra comprar o que precisa, pra gastar quando quiser sem que o dinheiro domine sua vida, suas atitudes e seu caráter.
Eu quero que destruam as prisões, que desapareçam os advogados, juízes, polícia, quero ver as pessoas se defenderem, falarem, serem elas mesmas o poder e o não poder.
Eu quero um governo do povo, não quero um presidente cuidando de tudo, eu quero um grupo de pessoas que pensem juntas e criem soluções; sem líder, juntos.
Eu quero poder olhar dentro dos olhos dos outros e me impressionar, quero acreditar no mundo dos meus sonhos, pode parecer demais, podem achar que sou exigente, que nada! O futuro tem o peso do sonho da gente! Sempre!
Assinar:
Postagens (Atom)