segunda-feira, 7 de junho de 2010

as vezes do mais...

as vezes eu tenho vontade de não ter vontades,
de poder escrever sem colocar a maiúscula, sem lembrar
da vírgula e acabar também por esquecer os pontos finais
afinal,
daquilo que sei não sei tudo que deveria, e não sabendo
acabo ficando sempre com a sensação de que
existe algo a mais
aliás, é o mais que me impreciona, não mas, mas sim o mais!
aquele que parece querer dizer, que há o que parece não haver.
Há sempre mais do que pensamos, há mais do que deveria haver,
e deve no fundo fazer algum sentido.
as vezes eu tenho vontade de poder não ter medo do mais que vive
dentro de mim, pois sim e mais sim,
não dever não me faz não sentir.

Mayara ;)

domingo, 9 de maio de 2010

Mãe...

Cada dia me pareço mais com você, a voz, o jeito....
Te amo de todas as formas e nem sei como expressar isso a não ser escrevendo.
Não sou a mais carinhosa das filhas, não sou um exemplo pra nenhuma filha aliás.
Mas te amo de verdade...
E espero que você saiba disso de alguma forma! 
Estou escrevendo aqui o que não tenho coragem de te dizer frente a frente...
Não poderia ser diferente, você não foi só minha mãe, pai e tudo mais...
você é um exemplo de como aguentar firme aos trancos que a vida dá.
Desculpa as mancadas, os gritos, as portas batendo... não sei ser suave, não sei ser
calma nos momentos de raiva... Mas sei que te amo mesmo desse meu jeito: nervosa, como 
você mesma diz...
Eu tenho um gênio forte, escuto isso sempre, mas tive a quem puxar... e não acho isso um defeito...
assim você me criou e vai ser assim que vou enfrentar a vida..
TE AMO MÃE!!! 



quarta-feira, 28 de abril de 2010

Mayara Da Silva Lazarini Eu sei que o que eu vou dizer pode soar como ingratidão mas é inevitável não pensar nisso as vezes.A vida é uma peça de teatro de marionetes e não preciso dizer quem são os personagens principais e eles são movidos por algo além das nossas possibilidades.

Há alguns minutos escrevi isso no meu facebook, e assino em baixo mil vezes se precisar.
Quem nunca esteve numa situação (ou várias delas) em que achou que alguém em algum lugar só de sacanagem
tava brincando com você, querendo ver até que ponto vai sua tolerância com o mundo.
Isso acontece em coisas comuns, tipo você ver o seu ônibus ir embora quando você precisa chegar mais cedo, ou ter que achar uma roupa e ela sumir do seu armário, ou esquecer o guarda-chuva bem no dia que o mundo decide desabar.
Quando essas coisas acontecem comigo eu fico pensando porque fui eu que tive o azar? ( é sou bem egoísta algumas vezes e acho que é só comigo).
Outras vezes isso acontece com nossa vida de uma forma mais séria, nos deparamos com situações que não escolhemos... e ai mais uma vez... eu fico pensando naquela pessoa bem sacana me testando lá em cima ( não que seja no céu, mas em cima porque assim ela pode observar melhor e se divertir!).

Somos testados em nossos sentimentos, vontade, sonhos, nossas esperanças com relação as coisas e o pior não temos a quem reclamar. O segredo me parece ser dar risada desses pequenos deslizes que temos que enfrentar, dessas curvas que quase nos derrubam... No fim deve haver alguma diversão !! Espero!

Mayara

quinta-feira, 11 de março de 2010

O dia que escrevi e não pensei....

Um plano

Não se sabe ao certo o destino das coisas,
não se sabe ao certo que coisas o destino tem pra mostrar
Se tem um plano mas um plano não implica necessariamente
no outro sentido da palavra: raso, liso, fácil, acessível e claro...
Um plano é o que nos leva ao que queremos
É um projeto, é um plano de curvas
Curvas que de tão impensadas podem ser impulsos ao desastre...
Desastre? Não quero saber o que é isso, não agora...
Não existe um desastre pra quem acredita num plano, o plano é mais que isso...
E não há nada nesse mundo que me faça desistir do meu...
Não há desastre que seja tão grande como tão grande são os sonhos que tenho.
Meu plano são curvas e as curvas de meu plano, não me farão parar.

Mayara ;)






domingo, 7 de março de 2010

Hoje fui ao cinema e passei por uma situação bem estranha, ao sair do shopping eu encontrei no chão uma escova de cabelo que era IGUALZINHA a minha, eu tinha certeza de que era a minha pois elas tinham mordidas no mesmo lugar e a mesma parte quebrada além do que foi por aquela porta que eu havia entrado.
Foi uma espécie de Deja vú que não era necessariamente um deja vú.
O deja vú de verdade faz você sentir como se já estivesse sentido o que esta sentindo agora..(ok, as 3 da manhã fica mais complicado ainda me entender).
Geralmente quando um tenho um deja vú de verdade(nao esse da escova) eu rapidamente retomo a consciência de que aquilo não aconteceu antes, mas sempre fica a gostosa sensação de que poderia ser verdade.Quem nunca pensou que bom seria se tivessemos um deja vú que na realidade é apenas uma volta ao passado para fazer as coisas diferentes...

A escova não era a minha, achei a minha logo em seguida dentro da bolsa e deja vú com direito a volta no tempo também não pode existir...Mas eu sei, não custa sonhar um pouco não é?





quinta-feira, 4 de março de 2010

Ana Carolina e Raul Seixas?! =X

A primeira música que escutei da Ana Carolina foi GARGANTA, e foi ai que percebi o quanto algumas músicas tem o poder de fazer você ter vontade de gritar algumas coisas, as músicas seguintes não foram diferentes e foi então que percebi que quem fazia eu ter vontade de gritar na verdade era a cantora, que cá entre nós é sensacional...
Fazia um tempo já que eu não ouvi nada de Ana Carolina, mas hoje acordei com vontade disso, acredito que seja por esse grito que ela liberta, quando não se pode gritar de verdade o ideal é usar uma música...
Eu coloquei umas 20 músicas dela no celular e sai pra faculdade.
as músicas não saíram da cabeça até agora.. e eu nem quero que saiam...

Vale a pena falar que hoje encontrei outro senhor que me chamou atenção, dessa vez no metrô e não no ônibus: era um senhor de uns 65 anos, 70 por ai, sentando do banco do idoso.Até ai nada demais... O que chamou minha atenção na verdade foi o chapéu que ele usava... Era um chapéu daqueles que você usa para ir no parque e que é a cara de senhorinhas de idade que são fofinhas, mas o dele tinha espalhado uma estampa com diversas notas de dólar. Achei aquilo a prova viva de que por mais que a gente tente se desvencilhar de algumas idéias e pressões sociais o dinheiro não sai da cabeça das pessoas e o pior passamos a levá-lo de um lado pro outro sobre nossas cabeças como se fosse ele que devesse mesmo nos guiar. Senti que aquilo era ruim, mas passou rápido logo em seguida me veio a idéia de que talvez aquele homem soubesse muito mais que eu e tivesse tirando um sarro de toda essa lógica capitalista...Ele escutou quando Raul Seixas falou:
"Desejo que você tenha dinheiro pois é preciso viver também, mas que você diga a ele pelo menos uma vez quem é mesmo o dono de quem..."


quarta-feira, 3 de março de 2010

De vez em quando precisamos levar um cutucão!!

Nossa eu nem imaginava que voltaria a escrever aqui.
Continuo escrevendo de vez em quando e apagando em seguida (como já é de praxe),
mas hoje tive uma inspiração muito boa pra escrever: vi alguns vídeos de um cara que posta vídeos como se estivesse num blog, segue o link : http://www.youtube.com/watch?v=c4-bl89HZak&feature=channel Vale muito a pena perder um tempo ai...
Pois então, eu tava vendo os vídeos dele e comecei a sentir aquela coceirinha típica nos dedos.

Hoje aconteceu uma coisa meio esquisita comigo (eu sei que já prometi pra mim mesma que não falaria de mim mas é complicado meu egoísmo não deixa) eu estava no ônibus indo para a faculdade e ai do nada um senhor me deu uma cutucada porque ele queria se sentar no banco vazio do meu lado, eu acho que ele não falava porque ele só me cutucou, não pediu licença nem nada, enfim... fui para o lado, ele sentou e ficou o tempo todo resmungando algumas coisas e apontando para fora do ônibus...
No fim da. Av Ipiranga ele desceu e eu fiquei pensando o que ele estava querendo dizer e depois fiquei pensando que se eu estivesse no lugar dele e quisesse dizer alguma coisa e ninguém prestasse atenção em mim eu provavelmente me sentiria péssima. Depois disso me senti péssima por não ter dado a devida atenção ao senhor que me cutucou...
Tá certo que provavelmente senti isso tudo porque ele me cutucou ele entrou em contato comigo e eu não consegui entrar em contato com ele também...
Eu sempre soube que tinha um pouco de medo do que não entendo...

Beijos...