quarta-feira, 28 de abril de 2010

Mayara Da Silva Lazarini Eu sei que o que eu vou dizer pode soar como ingratidão mas é inevitável não pensar nisso as vezes.A vida é uma peça de teatro de marionetes e não preciso dizer quem são os personagens principais e eles são movidos por algo além das nossas possibilidades.

Há alguns minutos escrevi isso no meu facebook, e assino em baixo mil vezes se precisar.
Quem nunca esteve numa situação (ou várias delas) em que achou que alguém em algum lugar só de sacanagem
tava brincando com você, querendo ver até que ponto vai sua tolerância com o mundo.
Isso acontece em coisas comuns, tipo você ver o seu ônibus ir embora quando você precisa chegar mais cedo, ou ter que achar uma roupa e ela sumir do seu armário, ou esquecer o guarda-chuva bem no dia que o mundo decide desabar.
Quando essas coisas acontecem comigo eu fico pensando porque fui eu que tive o azar? ( é sou bem egoísta algumas vezes e acho que é só comigo).
Outras vezes isso acontece com nossa vida de uma forma mais séria, nos deparamos com situações que não escolhemos... e ai mais uma vez... eu fico pensando naquela pessoa bem sacana me testando lá em cima ( não que seja no céu, mas em cima porque assim ela pode observar melhor e se divertir!).

Somos testados em nossos sentimentos, vontade, sonhos, nossas esperanças com relação as coisas e o pior não temos a quem reclamar. O segredo me parece ser dar risada desses pequenos deslizes que temos que enfrentar, dessas curvas que quase nos derrubam... No fim deve haver alguma diversão !! Espero!

Mayara

quinta-feira, 11 de março de 2010

O dia que escrevi e não pensei....

Um plano

Não se sabe ao certo o destino das coisas,
não se sabe ao certo que coisas o destino tem pra mostrar
Se tem um plano mas um plano não implica necessariamente
no outro sentido da palavra: raso, liso, fácil, acessível e claro...
Um plano é o que nos leva ao que queremos
É um projeto, é um plano de curvas
Curvas que de tão impensadas podem ser impulsos ao desastre...
Desastre? Não quero saber o que é isso, não agora...
Não existe um desastre pra quem acredita num plano, o plano é mais que isso...
E não há nada nesse mundo que me faça desistir do meu...
Não há desastre que seja tão grande como tão grande são os sonhos que tenho.
Meu plano são curvas e as curvas de meu plano, não me farão parar.

Mayara ;)






domingo, 7 de março de 2010

Hoje fui ao cinema e passei por uma situação bem estranha, ao sair do shopping eu encontrei no chão uma escova de cabelo que era IGUALZINHA a minha, eu tinha certeza de que era a minha pois elas tinham mordidas no mesmo lugar e a mesma parte quebrada além do que foi por aquela porta que eu havia entrado.
Foi uma espécie de Deja vú que não era necessariamente um deja vú.
O deja vú de verdade faz você sentir como se já estivesse sentido o que esta sentindo agora..(ok, as 3 da manhã fica mais complicado ainda me entender).
Geralmente quando um tenho um deja vú de verdade(nao esse da escova) eu rapidamente retomo a consciência de que aquilo não aconteceu antes, mas sempre fica a gostosa sensação de que poderia ser verdade.Quem nunca pensou que bom seria se tivessemos um deja vú que na realidade é apenas uma volta ao passado para fazer as coisas diferentes...

A escova não era a minha, achei a minha logo em seguida dentro da bolsa e deja vú com direito a volta no tempo também não pode existir...Mas eu sei, não custa sonhar um pouco não é?





quinta-feira, 4 de março de 2010

Ana Carolina e Raul Seixas?! =X

A primeira música que escutei da Ana Carolina foi GARGANTA, e foi ai que percebi o quanto algumas músicas tem o poder de fazer você ter vontade de gritar algumas coisas, as músicas seguintes não foram diferentes e foi então que percebi que quem fazia eu ter vontade de gritar na verdade era a cantora, que cá entre nós é sensacional...
Fazia um tempo já que eu não ouvi nada de Ana Carolina, mas hoje acordei com vontade disso, acredito que seja por esse grito que ela liberta, quando não se pode gritar de verdade o ideal é usar uma música...
Eu coloquei umas 20 músicas dela no celular e sai pra faculdade.
as músicas não saíram da cabeça até agora.. e eu nem quero que saiam...

Vale a pena falar que hoje encontrei outro senhor que me chamou atenção, dessa vez no metrô e não no ônibus: era um senhor de uns 65 anos, 70 por ai, sentando do banco do idoso.Até ai nada demais... O que chamou minha atenção na verdade foi o chapéu que ele usava... Era um chapéu daqueles que você usa para ir no parque e que é a cara de senhorinhas de idade que são fofinhas, mas o dele tinha espalhado uma estampa com diversas notas de dólar. Achei aquilo a prova viva de que por mais que a gente tente se desvencilhar de algumas idéias e pressões sociais o dinheiro não sai da cabeça das pessoas e o pior passamos a levá-lo de um lado pro outro sobre nossas cabeças como se fosse ele que devesse mesmo nos guiar. Senti que aquilo era ruim, mas passou rápido logo em seguida me veio a idéia de que talvez aquele homem soubesse muito mais que eu e tivesse tirando um sarro de toda essa lógica capitalista...Ele escutou quando Raul Seixas falou:
"Desejo que você tenha dinheiro pois é preciso viver também, mas que você diga a ele pelo menos uma vez quem é mesmo o dono de quem..."


quarta-feira, 3 de março de 2010

De vez em quando precisamos levar um cutucão!!

Nossa eu nem imaginava que voltaria a escrever aqui.
Continuo escrevendo de vez em quando e apagando em seguida (como já é de praxe),
mas hoje tive uma inspiração muito boa pra escrever: vi alguns vídeos de um cara que posta vídeos como se estivesse num blog, segue o link : http://www.youtube.com/watch?v=c4-bl89HZak&feature=channel Vale muito a pena perder um tempo ai...
Pois então, eu tava vendo os vídeos dele e comecei a sentir aquela coceirinha típica nos dedos.

Hoje aconteceu uma coisa meio esquisita comigo (eu sei que já prometi pra mim mesma que não falaria de mim mas é complicado meu egoísmo não deixa) eu estava no ônibus indo para a faculdade e ai do nada um senhor me deu uma cutucada porque ele queria se sentar no banco vazio do meu lado, eu acho que ele não falava porque ele só me cutucou, não pediu licença nem nada, enfim... fui para o lado, ele sentou e ficou o tempo todo resmungando algumas coisas e apontando para fora do ônibus...
No fim da. Av Ipiranga ele desceu e eu fiquei pensando o que ele estava querendo dizer e depois fiquei pensando que se eu estivesse no lugar dele e quisesse dizer alguma coisa e ninguém prestasse atenção em mim eu provavelmente me sentiria péssima. Depois disso me senti péssima por não ter dado a devida atenção ao senhor que me cutucou...
Tá certo que provavelmente senti isso tudo porque ele me cutucou ele entrou em contato comigo e eu não consegui entrar em contato com ele também...
Eu sempre soube que tinha um pouco de medo do que não entendo...

Beijos...



terça-feira, 1 de setembro de 2009

“ é como se eu não lesse os jornais de hoje porque amanha haverá noticias mais novas.” (clarice lispector - um sopro de vida)

é assim que tenho agido, reclamo que o mundo não tem solução mas fecho os olhos para ver o que acontece...
Só eu ajo assim?! Não... quantas e quantas vezes você disse que pararia de ler jornal porque só tinha notícia triste?! Mas a questão não é você abrir ou não, esperando que mude amanhã, a questão é que independente de sua leitura o mundo continua acontecendo.
O transito de Sp continua insuportável, o metro continua cheio de gente que não se respeita, as ruas do centro continuam perigosas e falar ao celular na rua é quase um pedido para ser assaltada.
Perdemos a noção ? Ou será que passamos a fechar os olhos não só para os jornais e as notícias, fechamos os olhos para nosso próprio "ver". Passamos a ver o nosso mundo, o nosso umbigo, apenas o que temos ao redor de nós, esquecemos que não somos o centro de tudo, não existe um centro. O que de fato me impressiona nisso tudo é que dizemos querer a mudança, dizemos esperar um mundo melhor e assim como eu digo e não faço nada metade das pessoas também não faz, e o que isso mostra? que nos tornamos passivos diante do mundo, um mundo que é cada dia mais ativo, mais forte e mais doentio. Eu so desejo que eu possa um dia andar sem ter medo, entrar no metro sem ser empurrada, poder olhar nos olhos dos outros e dizer:

HOJE EU VI UMA NOTÍCIA BOA!

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Deu aquela vontade...

A vontade de escrever é algo batendo, pedindo pra sair algo que não se
sabe o que é, não se sabe nomear assim como algumas sensações,
sentimentos e percepções que temos.
Acontece desse jeito alguma coisa surge na cabeça, os dedos se
controlam pra não escrever uma besteira e quando se vê não se pode
mais controlar nada, é como se as portas que inibem os pensamentos,
as idéias, sonhos e desejos se quebrassem, é incrível como somos
vulneráveis a essas duas coisas PENSAR E ESCREVER... se
pudessemos por um instante interromper um pensamento, o que
ficaria? O NADA? não sei não posso pensar como é não pensar, já que
eu penso, e penso como se pudesse ou quisesse pensar em tudo ao
mesmo tempo; por um minuto eu queria sentir todos os gostos, os
sabores, conhecer todas as pessoas, é uma velocidade que não condiz
com a velocidade das coisas.
Seguida dessa impulsividade do pensamento que quer absorver tudo,
vem a vontade de escrever mas sobre o que se escreve quando a cabeça
quer tudo ao mesmo tempo?
Escrever sobre o que é escrever...e ao fim não sei bem o que escrevi
mas sendo assim acho que pude ser fiel aos meus pensamentos pois
juro, não sei bem o que penso, assim como não sei bem o que pensar disso tudo que acabo de dizer.